sexta-feira, 9 de março de 2012

Medicina Veterinária - Amor pelos animais não basta para ser um bom veterinário (Será mesmo?)




E ai, é chegada a hora de decidir: Qual o curso escolher na hora de prestar o vestibular?
Você sente um amor incondicional por seu animalzinho de estimação e por isso acredita que a profissão mais adequada é ser médico veterinário, certo?
Não, errado.
E é errado porque só o amor pelos animais não basta para a formação completa de um médico veterinário. Aliás, pode até atrapalhar...

A medicina veterinária é uma das muitas áreas do conhecimento ligada à manutenção e restauração da saúde. Ela trabalha, num sentido amplo, com a prevenção e cura das doenças dos animais e dos humanos num contexto médico.

A medicina veterinária é tão antiga quanto a ligação que os seres humanos realizaram com os animais. A ars veterinaria estava registrada no Papiro de Kahoun, de cerca de 4000 a.C.. Os códigos Eshn Unna (1900 a.C.) e de Hamurabi (c. 1700 a.C.), na Babilônia, trazem referências ao pagamento e atribuições dos médicos dos animais.
Em 1911, em Olinda, Pernambuco, a Congregação Beneditina Brasileira do Mosteiro de São Bento, através do Abade D. Pedro Roeser, sugere a criação de uma instituição destinada ao ensino das ciências agrárias, ou seja, Agronomia e Veterinária. As escolas teriam como padrão de ensino as clássicas escolas agrícolas da Alemanha, as "Landwirschaf Hochschule". No dia 1º de julho de 1914, eram inaugurados os curso de Agronomia e Medicina Veterinária nesta instituição.Lá o Dr. Dionysio Meilli, foi o primeiro Médico Veterinário formado e diplomado no Brasil. A primeira mulher diplomada em Medicina Veterinária no Brasil foi a Dra. Nair Eugênia Lobo, na turma de 1929 pela Escola Superior de Agricultura e Veterinária, hoje Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

O curso:
Nos dois primeiros anos, o estudante tem aulas de anatomia, microbiologia, genética, nutrição e produção animal, matemática e estatística, além de bioética e relações ciência, tecnologia e sociedade (CTS), entre outras. Em seguida, o aluno começa a estudar doenças e técnicas clínicas e cirúrgicas. As atividades práticas, que são realizadas em laboratórios, continuam ganhando espaço na grade curricular da maioria dos cursos de medicina veterinária. No último ano da graduação, é obrigatório fazer estágio.

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer:

Clínica e cirurgia de animais de pequeno porte:
Prestar atendimento clínico e cirúrgico a animais domésticos.

Centros de pesquisa: Atuar na investigação e pesquisa no desenvolvimento de biotecnologias.

Indústria de produtos para animais: Acompanhar a produção e a comercialização de alimentos, rações, vitaminas, vacinas e medicamentos. Cuidar do marketing dos produtos e prestar assistência técnica ao cliente.

Indústria de produtos de origem animal: Fiscalizar estabelecimentos que produzam, vendam ou exportem produtos de origem animal.

Manejo e conservação de espécies: Estudar animais silvestres em cativeiro ou em seu habitat, cuidando de sua reprodução e preservação. Implantar e administrar projetos ecológicos e em reservas naturais.

Perícia técnica
: Avaliar a saúde de animais de competições esportivas e a possível ingestão por eles de medicamentos e hormônios proibidos.

Produção e sanidade animal: Prevenir e controlar doenças e infecções em propriedades rurais.

Tecnologia de produção animal
: Melhorar a qualidade dos rebanhos em propriedades rurais e em viveiros. Desenvolver técnicas e métodos de aperfeiçoamento genético, alimentação e reprodução.


Segundo especialistas, a medicina veterinária é a ciência que trata dos animais, mas vai muito adiante: ela se dedica à prevenção, ao controle, erradicação e tratamento das doenças, traumatismos ou qualquer outro agravo à saúde dos animais, além da ciência que promove o controle da qualidade dos produtos e subprodutos de origem animal para o consumo humano.

Lembrem-se:
"Gostar de animais é um pré-requisito para a pessoa se tornar um bom profissional, mas não é o único. O médico veterinário tem um leque de atuação muito extenso. E às vezes, quem só gosta de animais, pode sofrer quando se encontrar em uma situação delicada, como uma em que será preciso sacrificar o animal", disse o professor Renato César Sacchetto Tôrres, vice-diretor da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A mesma opinião é compartilhada pelo professor Gilson Hélio Toniollo, coordenador de um dos três cursos de medicina veterinária da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "É claro que o veterinário tem que gostar de animais, só que o médico veterinário vai muito além disso. Não dá para um adolescente entrar faculdade porque tem um cachorrinho de estimação e por isso acha que vai cuidar de animais. Tive alunos que viram sangue e saíram chorando da sala de aula", afirmou o professor.

Fonte: reportagem http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL87294-5604-2894,00.html

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